segunda-feira, 15 de março de 2010

SONETO


TEU LUGAR

- Vem! Vem!... Aqui ainda é o teu lugar.
O mesmo que deixaste. Está vazio.
Vem aquecer-me desse tempo frio,
Que só tristeza soube me causar!

Não sei se me impuseste um desafio,
Querendo, com tua ausência, me provar
Se, em algum dia, te deixei de amar,
Se o teu amor com outra reparti-o.

Vem! Eu te peço! Vem viver agora
Todos aqueles momentos de outrora,
Que a vida, em só sorrisos, nos doou!

E assim será um recomeço lindo
Do nosso amor para sempre, infindo.
Buscar-te, agora, se quiseres, vou! (Paulo Góes)

domingo, 14 de março de 2010

Este era um "cinco estrelas", ainda pela década de 50 - Bellavista Palácio Hotel - de Maceió. À sua frente, carros de aluguel (modelos 28) para servir seus hóspedes. Ainda não havia "táxis". Esta edificação majestosa, a estupidez não sei de quem (do prefeito da época?) resolveu "implodí-la", transformá-la num montão de ruínas, para dar lugar a um espigão de cimento armado. A insensatez, a falta de cultura dos seus destruidores não os acordaram para a idéia de tombar aquilo como "patrimônio histórico", criando ali um Museu, onde se guardaria a história de Maceió, e mesmo de Alagoas, como tão bem fizeram com a Casa de Théo Brandão, na Avenida da Paz. Deixo aqui o meu protesto, o meu repúdio à insensatez dos que praticaram aquele "crime". Paulo Góes
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A CARTA QUE NÃO TE MANDEI




A CARTA QUE NÃO TE MANDEI

Eu quis te mandar uma carta, não só cheia de letras
Como tantas que já recebeste. De mim mesmo até. Em outras
Não falei do meu verdadeiro amor; do vazio das horas, que um dia
Me deixaria sem a tua presença; quando o calor do teu corpo deixasse de aquecer o meu corpo na cama, agora tão gelada, petrificando-me a alma
E os meus dedos, insensíveis, a te procurarem em vão.
Nunca te disse, ou melhor, nunca me declarei teu fã. Sabia de outros
Teus fanáticos admiradores. Mas eles se foram, perderam-se no tempo.
Talvez ainda te tenham na lembrança. Quem sabe? Mas eu fiquei.
Fui persistente, embora sem te revelar, em palavras, o que sempre
Senti por ti. Talvez meus gestos, em muitas atitudes, tenham te
Levado a crer nos meus sentimentos. Sempre me imaginei um Romeu
Louco de amor pela sua Julieta.Te via, nos meus devaneios, numa
Janela bem alta, florida, sem poder te alcançar. A noite era só nossa
E de uma lua cheia prateando o teu rosto. E lá embaixo eu - Romeu -
Te cantando versos do mais puro amor, que diziam assim:
"Tu és divina e graciosa, estátua majestosa do amor por Deus
esculturada. E formadacom ardor do mais ativo olor,
que na vida é preferido pelo beija-flor..."
Tu apenas sorrias e o teu sorriso bastava para me transportar às nuvens,
Tornando-me a mais feliz das criaturas. Não ousavas, contudo,
Descer do teu pedestal. Eras a princesa e eu o plebeu mendigando
As migalhas do teu sorriso. Faltou-me coragem para te dizer tudo isso noutras cartas. Talvez não acredites, mas a tua ausência me deprime, me definha a alma e o corpo, que está morrendo aos poucos. E, se não desceres da tua indiferença, te peço apenas que beijes uma flor, cujas pétalas sirvam de enfeite à lápide que cobrirá o meu corpo, que logo morrerá de amor por ti. Creia-me! Eu te amo!    (Paulo)




sábado, 13 de março de 2010

TEMPO DO BONDE


MACEIÓ - Era a década de 50. Esse meio de transporte existia em algumas das nossas capitais. Além de barato para o bolso da gente da classe "c", o pobre também tinha também o direito de usar o bondinho. No Rio, tive prova disso. Havia um carro, atrelado ao carro principal, que chamavam de "taioba" que era um "cara-dura", porque um banco comprido ficava em frente ao outro, com um espaço vazio no centro, lugar destinado a pacotes, bolsas etc, dos passageiros. E a passagem, imagine, era do valor de "centavos". Não lembro, ao certo, da moeda (da Casa da Moeda) corrente, se "réis", "cruzado" ou "cruzeiro". Em Maceió, em meu tempo de estudante, utilizei, e só utilizei o bonde, que ligava o Centro a vários bairros. Não só eu e outros igual a mim, usaram esse meio de transporte, como comerciantes, comerciários, funciomários estaduais e até moças e damas da cidade. Infelizmente, sumiram com os nossos bondinhos, preferindo o ar poluído com o tráfego dos veículos a gasolina...
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quarta-feira, 10 de março de 2010

CURIOSIDADE


Uma mulher de 101 anos que vive em uma aldeia da província central chinesa de Henan está causando temor e despertando curiosidade de seus vizinhos depois que passou a desenvolver, na parte esquerda de sua testa, um "chifre" de cor negra e quase seis centímetros de comprimento, segundo informa o Diário do Povo. A idosa, chamada Zhang Ruifang, vive no pequeno povoado de Linlou. A protuberância apareceu no ano passado, e desde então vem crescendo, chegando aos seis centímetros atuais. O chifre parece o de uma cabra, como destaca o jornal. (10/03/2010)


segunda-feira, 8 de março de 2010

A SECA

Tudo agora é miséria. Nada resta
Ao carcará faminto que procura
Restos mortais que existam, porventura,
Na caatinga, que nada mais lhe presta.

No solo, desenhado em rachadura,
Um cacto dá idéia que protesta
Com seus galhos abertos. Será esta,
De um bravo sertanejo, a sepultura?

No céu, o sol vermelho é inclemente
E a terra seca, desolada, sente,
Parecendo tremer com tanta dor.

Não há mais nada no chão que se aproveite.
Só carcaças servindo como enfeite
P´ra esse cenário incrível de horror! (Paulo Góes)



Nosotros - Ezetilde e eu, nesta montagem, dançando tango em Buenos Aires (Caminito), numa excursão da 3ª Idade, pela Bancorbras, em março de 2009. Que tal os nossos passos? Beleza...
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