terça-feira, 26 de abril de 2011

MORRER...

Morrer...! Será que a morte é descansar
Num sonho interminável de alegrias,
Sob acordes de doces melodias
Que a eternidade venha (ou não...) nos dar?

E, ali, vivendo intermináveis dias,
Aprendendo, de fato, o que é amar,
Vivendo, pois, no verdadeiro lar
De doces e fraternas harmonias.


Morrer...! O que será que então existe,
Depois do funeral a que se assiste
De um corpo frio que no chão se enterra

Ali, na simples cova (ou em mausoléu),
Sob a tristeza de um escuro céu
Que parece chorar por sobre a terra?

domingo, 24 de abril de 2011

FERIDAS D´ALMA

(Paulo de Góes Andrade)

Quantas vezes sofremos tanto, tanto,
Co´ as feridas doendo em nosso peito;
Feridas d´alma de um amor desfeito,
No amargor de um doloroso pranto!

Outros sentem feridas, que sem jeito,
Se a morte fez da vida um desencanto,
Arrebatando-nos alguém. Portanto,
Só nos restando a dor a ter direito.

E essa dor, que nos atinge a alma,
Parecendo que nada nos acalma,
Nem mesmo o choro p´ra essa dor passar.

Essas feridas, esse sofrimento,
Rogando a Deus, com fé, nosso lamento,
Acreditemos, ELE vai curar! ...

CUBA - 50 ANOS DE COMUNISMO

CUBA – 50 ANOS DE COMUNISMO


CARACAS — O presidente venezuelano, Hugo Chávez, felicitou neste sábado (16 de abril) Cuba pelo 50º aniversário da vitória sobre a invasão da Baía dos Porcos e pela proclamação do socialismo, um caminho que, segundo o presidente, inspira desde então a América Latina.

A imprensa venezuelana divulgou o apreço, a parceria de Hugo Chávez com Fidel Castro, conforme nota acima, o que não aconteceu com outros chefes de estado, como os da China e da Coréia do Norte, últimos redutos da teoria marxista, que, segundo Chávez, é uma inspiração da América Latina, desde a vitória dos cubanos, na Baía dos Porcos, em 1961. Chávez, outro lunático, como Fidel, quer desenterrar os fósseis do comunismo da antiga União Soviética, dando-lhes um sopro vida, com palavras mágicas de pai-de-santo, na Venezuela.

Na verdade, a vitória do Ejército Rebelde, comandado por Fidel Castro, seria um episódio histórico e louvável, aplaudido que foi pelas nações democráticas, que sempre repudiaram os regimes ditatoriais, totalitários. Cuba seria dali para frente, um território livre, em que seu povo não sofreria mais as humilhações impostas pelos privilegiados bajuladores do governo de Fulgêncio Baptista. No entanto, aquela gente, com sorriso escancarado, cheio de esperanças, mergulhou, outra vez, noutro túnel, sem saída, do imperialismo castrista-comunista, imposto a um povo pobre, despolitizado da ilha caribenha.

O líder cubano Fidel Castro confirmou sua renúncia à liderança máxima do Partido Comunista de Cuba (PCC), seu último alto cargo político, ao pedir para ser excluído do Comitê Central, principal órgão da formação, em um artigo publicado nesta terça-feira (19).

Fidel se afasta, conforme noticiado pela imprensa cubana, da liderança do PCC, o que não lhe tira o direito de “manipular” as decisões de Raúl Castro, seu irmão, que, tudo indica, ainda não se transformou num “diamante” lapidado, faltando-lhe ainda aquele “veneno” de cobra-criada que é, e que foi Fidel Castro. Raúl, munido de todos os poderes, agora, não ditará ordens a seu bel-prazer sem o crivo, sem o ‘decrete-se’ de Fidel. E, contudo, com certas aberturas proclamadas no VI Congresso do PCC, Cuba continuará, sem soluções concretas, para tirá-la da estagnação por que sempre vem experimentando. Essa abertura não significa, primeiro, liberdade de imprensa, liberdade de ir e vir do cidadão cubano, que continuará atrelado ao racionamento de produtos alimentícios, com as mesmas quotas que recebem em mercados, que são instituições administradas por funcionários do governo. O livre comércio nunca existiu. E não será agora que iniciativas privadas renasçam, dando margem até a capitais estrangeiros, criarem centros de comércio, com armazéns e, se possível, supermercados. A própria vestimenta do cidadão de cuba, incluindo calçados para homens e mulheres, não acompanhou o estilo criado nos países desenvolvidos, em que estilistas ditam moda, aguçando o instinto natural da vaidade da mulher. Ali prevalecem os padrões dos ‘estilistas’ do governo. Nada mudou. A mulher cubana não teve, até hoje, o direito de ser vaidosa.

O que Cuba produz e exporta, principalmente, níquel, açúcar e os famosos charutos cubanos, incluindo-se também alguns produtos farmacêuticos, não equilibra a balança comercial com a importação de 79% dos alimentos que consome. O turismo, ainda acanhado, engatinhando, contribui, em parte, para a entrada de divisas para os cofres do governo, já que não existem agências privadas explorando esse ramo de negócio. O estado cubano – comunista - continua sendo o dono de tudo. E, incontestavelmente, até da vida (privada) de cada um dos 11.200.000 habitantes da Ilha, com um território de 114.525 Km. (Paulo de Góes Andrade)

sexta-feira, 25 de março de 2011

SER FELIZ

Eu quis ser feliz, mas, infelizmente,
não encontrei o caminho que eu queria.
Os dias para mim, em nenhum dia,
foram momentos de quem ama e sente

amor sincero, sem hipocrisia,
como eu sempre senti, constantemente;
acreditando, como eu (tão crente)
no verdadeiro amor, sem fantasia.

E o desamor, assim, p´ra mim tornou-se
um terremoto, como assim o fosse,
me destroçando a vida por inteira.

Fiquei sozinho, então, em minha estrada,
sem rumo, a vagar, a querer mais nada,
em minha desventura derradeira...


EXEMPLOS PARA CUBA

O mundo árabe despertou. O povo egípcio deu a partida, ativando assim a fogueira, cujas lavas acenderam o espírito de luta por liberdade, por democracia também do povo do Bahrein, do Iemen e da Líbia. E não ficará só por ali. No Iran, não demorará tanto o estouro de uma rebelião contra o regime ditatorial vigente. Na última eleição, não só em Teerã, manifestações, por denúncia de fraude, contra a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad, se espalharam por outras grandes cidades como Mashhad, Isfahen, Shiraz, Ahvaz e Yazd. A passividade de um povo, seja onde for, tem o seu limite. Muammar Kadhafi, com mão-de-ferro, vem governando a Líbia desde 1969, quando deu o golpe, exilando o rei Idris I. A Líbia, fazendo fronteira com o Egito, no norte da África, sofreu de imediato a influência egípcia, na derrocada da ditadura de Hosni Mubarak, eclodindo a luta armada de antipatizantes ao governo de Kadhafi, cujo futuro indefinido, por enquanto, está nas mãos de potências ocidentais, como EUA, França, Inglaterra e outros, até o Qatar, que, por resolução da ONU, já estão bombardeando (pelo ar) redutos aliados do “coronel” Kadhafi. Tudo faz crer que o pedestal do ditador desabe a qualquer momento, sem potencial bélico à altura para enfrentar a força dos países envolvidos neste conflito.
A Líbia, com uma população de 6.500.000 habitantes, é rica em petróleo e gás natural. E os recursos dessa riqueza, há 45 anos de governo ditatorial, em quase nada mudaram a fisionomia da vida do seu povo, como aconteceu com a Arábia Saudita e os Emirados Árabes, que transformaram as suas regiões, quase desertas, em cidades paradisíacas, propiciando status de primeiro mundo à sua gente. Muammar Kadhafi, ao contrário, em suas prerrogativas, fez com as riquezas naturais, com os lucros do petróleo, a arma para, em parte, contribuir com o terrorismo e enriquecer mais e mais a sua conta bancária em instituições, provavelmente, na Suíça, como bem praticam os usurpadores do dinheiro público em todo mundo.
Aí estão exemplos para o povo cubano arrebentar os grilhões que o escravizam desde que Fidel Castro apropriou-se de Cuba, em 1959. Na verdade, foi um movimento aplaudido por toda aquela gente, que via em Fulgêncio Batista um governante com máscara de democrata, mas um ditador corrupto.
“A queda de Batista (1953-1959) – Cuba vivia, desde 1952, sob a ditadura de Fulgêncio Batista, que chegara ao poder através de um golpe militar. Batista era um ex-sargento, promovido de uma hora para outra a coronel, depois da chamada “revolução dos sargentos” que depôs o presidente Gerardo Machado, em 1933. Sete anos depois, em 1940, Batista foi eleito presidente. Concluído seu mandato, manteve-se distante do poder durante o governo de seus dois sucessores, para retornar novamente à ativa em 1952, com um golpe.”
Contra a ditadura de Batista formou-se uma oposição, na qual se destacou o jovem advogado Fidel Castro, que em 26 de julho de 1953 atacou o quartel de Moncada, com um grupo de companheiros. O ataque fracassou e foram todos encarcerados, mas o ditador anistiou os rebeldes em 195. Fidel, impossibilitado de agir devido à rigorosa vigilância policial, procurou exílio no México, onde reorganizou suas forças.”
E Fidel, o irmão Raúl Castro e Che Guevara, finalmente, triunfaram. O povo, que os aplaudiu, não acreditou sair da ditadura de Fulgêncio Batista e cair na ditadura comunista de Fidel Castro, que ali manda e desmanda, com mão de ferro, no destino do pobre povo cubano, roubando-lhe a liberdade desde 1959.
Já é hora também de Cuba acordar, sair desse marasmo, dessa passividade e gritar bem alto por democracia, como está acontecendo no Mundo Árabe. O comunismo de Fidel Castro parou no tempo e no espaço. Não deu certo na bela ilha do Caribe. (Paulo de Góes Andrade)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O "Bordel" do Bial

O ‘BORDEL’ DO BIAL

HOJE, DIA 11, A ‘PODEROSA’ GLOBO DÁ INÍCIO AO SEU 11º BIG BROTHER. MAIS UMA VEZ OS TELESPECTADORES, OS QUE COMUNGAM COM AQUELA SODOMIA OFICIALIZADA, VÃO VIBRAR COM A ‘MAESTRIA’ DO FILHOTE DA GLOBO – PEDRO PIAL – COM AQUELE SEU JEITO DE RUFIÃO DAS PIRUAS ENVOLVIDAS NA TRAMA, NAQUELA CASA QUE MAIS PARECE UM BORDEL. ALI VÃO SE DESENROLAR, OUTRA VEZ, CENAS EXPLÍCITAS DE COLÓQUIOS AMOROSOS ENTRE MOÇAS E RAPAZES, CUJOS HORMÔNIOS TESTOTERONA E ESTRÓGENO PULULAM À FLOR DA PELE, MOVENDO E REMOVENDO A LIBIDO DOS FIGURANTES, PORQUE NINGUÉM É DE FERRO, POR BAIXO DE COBERTORES, SEM O MÍNIMO DE RESPEITO A QUEM FICA DO LADO DE CÁ DA TELINHA DO TELEVISOR. MAS, É A GLOBO, ELA PODE. A ELA SEMPRE COUBE O DIREITO DE DITAR O QUE BEM ENTENDE, NÃO SÓ NESSA COISA REPUGNANTE QUE VAI AO AR HOJE, MAS EM OUTROS TERRENOS, PRINCIPALMENTE NO POLÍTICO, PRESTIGIANDO OU DERROTANDO POLÍTICOS, ELEGENDO-OS, OU NÃO. ELA ESCOLHE A SEU BEL-PRAZER.
O POVÃO, CLASSE “C”, VIVE, HOJE (11 DE JANEIRO), MAIS UMA VEZ, A EXPECTATIVA DE CONHECER OS FIGURANTES DESSE NOVO ‘BIG BROTHER’, CUJO OBJETIVO É PROMOVER ESSA OU AQUELA MOÇA PARA, TERMINADA A ‘ORGIA’, SE RETRATAR NUA NAS PÁGINAS DA REVISTA PLAYBOY, POR UM CACHÊ POLPUDO, QUE ESTÁ GIRANDO EM TORNO DE ATÉ UM MILHÃO DE REAIS. BOA GRANA...
O PRÊMIO TAMBÉM É BOM PARA AQUELE QUE FICAR POR ÚLTIMO NO ‘BORDEL’ DO BIAL, OVACIONADO POR TORCEDORES, NUMA HISTERIA COLETIVA, QUE, A MEU VER, VALORIZAM ESSE E OUTROS ‘EXCREMENTOS’ JOGADOS EM NOSSA CARA, TAMBÉM POR OUTRAS EMISSORAS DE TV, PORQUE AINDA FALTA AO NOSSO POVO FORMAÇÃO CULTURAL DE BASE. E OS GOVERNANTES NÃO ESTÃO NEM AÍ...
Paulo de Góes Andrade
Brasília – 11.01.2011
O RIO DE JANEIRO ESTÁ DE LUTO

O Estado do Rio de Janeiro está de luto. A tragédia por que está passando, deveria ficar de luto, pelo menos, por um ano. E o governador Sérgio Cabral, se agir dentro dos preceitos cristãos, com urbanidade, considerando a miséria, a dor e a infelicidade de tantas pessoas de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Itaipava e adjacências, deveria decretar a não realização do Carnaval da Marquês de Sapucaí, solicitando às Escolas de Samba a doarem os seus gastos (inúteis) às vítimas desta catástrofe, nunca acontecida desse tamanho, naquelas cidades serranas do Rio.
Atualmente, a meu ver, o Carnaval transformou-se numa alegria exacerbada, numa euforia fora dos limites, envolvendo a orgia, a luxúria, com mulheres seminuas, insinuantes, ao som de batuques estridentes, levantando a multidão, quase em descontrole emocional, como tomada pelo “ópio” da sensualidade. Isso é o Carnaval dos nossos tempos, tão diferente daqueles dos anos 30, 40 e 50, quando Arlequim, Pierrot e colombinas faziam a graça e a alegria dos carnavais daquelas épocas. E é nessa festa, de agora, numa demonstração de poderio e riqueza das conhecidas Escolas de Samba, que o carioca, mais uma vez, vai se exibir no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, alheio (será, meu Deus?) à morte de quase 600 pessoas, enlutando outra cifra bem maior de familiares, nessa catástrofe sem precedentes naquela região, que, em anos passados, já sofreu outras enchentes, mas não nestas proporções.
Aquelas cidades precisam se reconstruir. A presidente Dilma já externou a sua vontade política de socorrer aquela gente que está mergulhada na mais desgraçada das misérias. O governador Sérgio Cabral, por seu lado, também vai adotar plano de salvação daquelas tão belas cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, restando-lhe, como cristão, decretar a suspensão do Carnaval, que, este ano, acontece em 8 (oito) de março. Os cariocas, principalmente, e os brasileiros de um modo geral, têm que prestar solidariedade ao povo fluminense neste momento de angústia, esquecendo, este ano, as “loucuras” do Reinado de Momo.
Paulo de Góes Andrade - jAN/2011