quarta-feira, 4 de julho de 2012


A LUZ DOS TEUS OLHOS

Vejo uma lua no céu,
Na terra, vejo o luar,
Que não tem o mesmo brilho
Do brilho do teu olhar.

A luz que vem dos teus olhos,
Tão viva, com tanta cor,
Fez de mim prisioneiro
Das garras do teu amor.

Foi assim que então nasceu
Esta paixão tão sentida,
Quando os meus olhos fitaste
Co´esse olhar pleno de vida.

O próprio sol tem inveja
Do brilho dos olhos teus,
Que iluminou para sempre
A luz sem brilho dos meus.






                                              AS ROSAS

São tantas flores, são tantas
De tantas cores formosas.
Mas nenhuma tem o cheiro
Como o perfume das rosas.

Rosas brancas, rosas rosas,
Rosas vermelhas, enfim,
Rosas que cheiram p´ra sempre
Como as que deste p´ra mim!

Quem olha, então, p´ra uma rosa
Perfeita nos dotes seus,
Não pode negar, por isso,
Que ela foi obra de Deus.

E a rosa, meiga e bonita,
Co´ o perfume que ela tem,
Ela enfeita a nossa vida
E o nosso enterro também!





segunda-feira, 2 de julho de 2012



AQUELE AMOR

Já não existe mais o afeto antigo,
Tão puro e tão sincero de outros dias
Que já se foram, quando me dizias:
- P´ra sempre, creias, viverei contigo.

Momentos nossos só de alegrias,
Que ainda hoje os venero e os bendigo.
E tu dizes (talvez), o que eu não digo,
Que eles foram quimeras..., fantasias...,

Coisas banais..., tolices de momentos...!
Mas que marcaram nossos sentimentos
Tão diferentes do que, agora, são.

Tu pensas friamente, estou bem certo.
E eu tenho ainda aquele amor bem perto,
A pulsar forte no meu coração...!



domingo, 1 de julho de 2012











TU (DEFUNTO)

Não sei se já pensaste em ti: deitado,
Vestido como fosses p´ra uma festa.
Co´ alguns parentes te afagando a testa
E outros rezando para ti: finado.

... Um odor nauseante a sala infesta,
De vela, em castiçais, em cada lado
Do teu caixão, de flores enfeitado.
E tu, ali, que a nada mais se presta.

E logo chega a derradeira hora
De te levarem para o teu jazigo.
E com pesar alguém lamenta e chora.

Em prantos também sente o teu amigo.
Mas (como os convidados) vai embora,
Não desejando mais ficar contigo...



SONHOS...

Busco-te em meus sonhos
Em tantas noites,
Sentindo o calor e o cheiro que emanam do teu corpo
Bem unido ao meu corpo,
Na voluptuosidade do teu desejo
De te fazer submissa nos meus abraços,
Dando-te a febre da minha boca
Na tua carne ardente e intumescida,
Na sensação de te sugar
O néctar que fluísse de ti,
Embriagando-te de louco prazer!

Mas, tudo foram sonhos,
Meros sonhos, devaneios, ilusões
De não ter havido tempo de
Tomar-te por inteira, deixando-te
Absorver também o que se expulsasse de mim,
Nesse instante em que eu queria te sufocar
De múltiplos prazeres!
Ah...! Como desejei...!
Mas, foram meros sonhos.
Somente sonhos...!





quinta-feira, 28 de junho de 2012

ABRAÇO

Existe algo em um simples abraço que sempre aquece o coração;
Dá-nos boas-vindas ao voltar para casa
E torna mais fácil a partida.
Um abraço é uma forma de dividir
As alegrias e tristezas por tudo que passamos,
Ou é uma forma para amigos dizerem que se gostam.
Abraços significam que realmente nos importamos;
Tanto com nossos avós, como nossos vizinhos,
Ou até com um urso amigo.....
Um abraço é algo espantoso.....
É a forma perfeita de mostrar o amor que sentimos,
Mais que palavras, que não podem dizer.
É engraçado como um simples abraço faz-nos sentir bem...
Em qualquer lugar ou língua....
Um abraço é sempre compreendido
E abraços não precisam de equipamentos,
Pilhas ou baterias especiais.
É só abrir os braços e os corações.

(Autor desconhecido)

quarta-feira, 27 de junho de 2012




ESSE TEU CORPO

Sei que não te satisfiz em teus anseios,
pois o teu corpo ainda pulsa de desejos.
Sinto-o vibrar em minhas mãos nervosas.
Eu te dei o possível, bem sabes, mas me rendi
aos teus suspiros, aos teus delírios incompletos.
Sim. Eu sei. Mas deixa relaxado assim... teu corpo nu
Sobre os lençóis que nos envolveram há pouco.
Sei que não estás exausta. Eu sei.
E eu, mesmo esgotado, não quero me cansar
De admirá-lo. Aquieta-te um pouco
Enquanto me refaço e me estimulo
Mirando-te desse jeito..., para entregar-me
Inteiro, outra vez, entre os teus braços,
Unindo as nossas carnes febris
Nessa loucura, quantas vezes mais
Queiras praticar...