quinta-feira, 1 de abril de 2010

ORAÇÃO




ORAÇÃO

- Senhor, que estás nos Céus, oh, Deus amado!
Em nome de Jesus, tem piedade,
Livrando-nos da "estranha" enfermidade,
Que tantas vidas já tem dizimado!

Não quero crer nessa infelicidade...!
Eu quero crer em Ti. E ajoelhado,
Eu te peço, meu Pai, desesperado,
Que o mal não nos atinja. Por bondade!

Oh, Deus, que o meu clamor não seja à toa.
Por Teu filho - Jesus - nos abençoa
E nos livra, Senhor, dessa doença!

- Meu Deus, que a Tua paz nos seja dada.
E a malignidade arrebatada
Por Teu poder. Reforça a nossa crença! (Paulo Góes)


















quarta-feira, 31 de março de 2010

NOSSA ESTRADA



NOSSA ESTRADA

Não há mais pressa, porque
Também não há mais forças
Nas passadas curtas, penosas
De anos quase não vividos.
A estrada recua a cada passo
No chão duro como de sertão
Que não suporta a aridez
Dos penúltimos momentos.
Não sei onde te encontrar
Quando a torrente partir
As algemas dos nossos braços
E a correnteza levar o meu
Corpo para o vazio do desfiladeiro.
Por certo estarás sob o compasso das horas
Quietas que não farão mais
o mesmo sol brilhar o teu sorriso primeiro.
Estarei, talvez, à espreita,
Mirando-te ao longe,
Sentindo que as lembranças
São meros sentimentos
Sem avaliação no meu eterno exílio,
Onde nem haja luz,
Para me lembrar de ti. (Paulo Góes)

segunda-feira, 22 de março de 2010

ALÉM DA VIDA



O quê virá depois que a luz se apaga
E desta vida nada mais se sente?
Será que o que restou da nossa mente
Viverá para sempre em outra plaga?



E nessa dimensão: impaciente,
Atormentada a consciência vaga,
Presa a uma força estranha que a esmaga
Contra ondas negras de infernal torrente?



Será que existe mesmo a paz sonhada,
Que o nosso ser, de imediato, invada,
Enchendo-nos, então, de amor eterno?



Ou será infindável noite horrenda,
Que não terá nem um farol que acenda
Para espantar as trevas desse Inferno? (Paulo Góes)






LEMBRANÇAS



LEMBRANÇAS

Hoje os pássaros me acordaram
Com uma alegria incomum.
O sol atravessou as frestas
Da minha janela
Ferindo os meus olhos de recordações.
Eu ouvi a tua voz ausente
Em cânticos de amor
Violando o vazio do meu quarto.
Tentei tomar-te pelas mãos
E caminhar pela relva
Molhada pelo orvalho
que não se aqueceu
Com a ternura dos meus gestos.
A manhã me trouxe a lembrança
Das tuas mãos me dizendo adeus,
Aquele adeus que se eternizou nos meus dias. (Paulo Góes)

sábado, 20 de março de 2010






TEUS SEIOS

Despe-os da transparência
Dessas vestes!
Nenhuma intenção
Há em mim de violá-los!
Quero apenas admirá-los
E... talvez beijá-los
Com a suavidade dos colibris
Em busca do néctar
Dos lírios dos campos.
E das flores
Que nos espreitam
Silenciosas e perfumadas.


Solta-os em minha mãos ansiosas
De criança travessa
Com o coração palpitante
De desejos proibidos!
Oh, minha amada, deixa-me sentir
A febre que emana do teu corpo
Como um musical divino
Que entorpece os deuses
Diante do corpo de Afrodite! (Paulo Góes)

quinta-feira, 18 de março de 2010







NOSSO AMOR

Já não existe mais o afeto antigo,
Tão puro e tão sincero de outros dias
Que já se foram, quando me dizias:
- P´ra sempre, creias, viverei contigo.

Momentos nossos só de alegrias,
Que ainda hoje os venero e os bendigo.
E tu dizes (talvez), o que eu não digo,
Que eles foram quimeras..., fantasias...,

Coisas banais..., tolices de momentos...!
Mas que marcaram nossos sentimentos
Tão diferentes do que, agora, são.

Tu pensas friamente, estou bem certo.
E eu tenho ainda aquele amor bem perto,
A pulsar forte no meu coração...! (Paulo Góes)





quarta-feira, 17 de março de 2010

O CIGARRO


O CIGARRO


- VOCÊ QUE ESTÁ TRAGANDO ESSA FUMAÇA,

ENCHENDO O SEU PULMÃO DE NICOTINA,

DIZ TER PENA DE MIM, DA MINHA SINA

E, POR URBANIDADE, AINDA ME ABRAÇA!


ABANDONE ESSE VÍCIO! SE PREVINA!

LARGUE O CIGARRO! EVITE ESSA DESGRAÇA!

OU SERÁ QUE DESEJA QUE ELE O FAÇA

UM SER IGUAL A MIM... (QUE SE ABOMINA)?


JÁ FUI ASSIM COMO VOCÊ, BEM FORTE,

DISPOSTO, SEM JAMAIS TEMER A MORTE,

QUE MUITO EM BREVE VEM ME LIQUIDAR.


E QUANDO EU ESTIVER NA SEPULTURA,

SAIBA VOCÊ QUE A MINHA DESVENTURA

DEVEU-SE A UM ENFISEMA PULMONAR!... (Paulo Góes)