sexta-feira, 1 de junho de 2012









HINO À LUA CHEIA

Quando surges, divina, oh lua-cheia,
No horizonte do mar ou lá na serra,
Derramando tua prata sobre a terra,
És de Deus outra obra, que se creia!

No céu reinas, suprema, em doce jeito,
Nas noites, entre as estrelas, no infinito.
Por tudo que tu és, seja bendito
Tudo que se cante a teu respeito!

Tu transformas em prata a noite escura,
Nessa tua beleza meiga e pura,
Que ao seresteiro inspiras a cantar:

“A lua vem surgindo cor-de-prata...”
E outros versos, em suave serenata,
Como um convite, a tantos, para amar!





quinta-feira, 31 de maio de 2012


                                                                      AQUELE DIA

 
Foi num 10 de Janeiro. Eu não esqueço,
Quando juramos que tudo seria
Um começo de estrada em harmonia,
Na paz de Deus, com fé e muito apreço.

Mas, o tempo passou dia após dia.
E a vida transformou nosso começo,
Me castigando, com injusto preço,
Que estou pagando à minha revelia...

Porque não há mais aquele amor antigo,
Que no começo juraste comigo
Ser para sempre. Nós juramos, sim!

E, hoje, somos quase dois estranhos
Somando as nossas perdas. Se houve ganhos,
Muito pouco de nós sobrou p´ra mim...



quinta-feira, 10 de maio de 2012

ADULTÉRIO E FIDELIDADE (Paulo de Góes Andrade) "Mas eu lhes digo: quem olhar para uma mulher e desejar possuí-la já cometeu adultério no seu coração." (Mt 5.28) O homem tornou-se imperfeito desde o dia em que foi expulso do Paraíso, embora tenha sido feito à imagem, à semelhança de Deus, segundo as Escrituras. Daí para diante tudo se transformou na condição humana, na vontade, no livre arbítrio do homem de ser, ou não, perfeito, quase angelical, como queria o Criador. Mas, tudo estava escrito, tudo já estava determinado leis divinas. Deus criou o homem, deu-lhe uma mulher, uma companheira, para não viver ali solitário, ensimesmado, sem ninguém para trocar ideias. Contudo, a vida a dois se tornou muito insossa, sem graça nenhuma para um casal - perfeito fisicamente, como bem deviam mostrar os seus corpos despidos, convivendo nas paisagens cinematográficas do Éden, entre plantas de fruteiras e flores exuberantes, sem os prazeres que os seus corpos tocados reciprocamente poderiam sentir, oferecendo-se um ao outro. Daí, então, prevaleceu a Suprema sabedoria, ditada dos Céus, determinando o chamado "pecado-original". Adão, o nome que se achou melhor para batizar o primeiro homem, cumpriu à risca o que lhe foi imposto: fez da virgem-companheira - mulher, aquela batizada, também, de Eva pelos princípios fundamentais da Bíblia e do Alcorão (?), que afirmam, pois, que Adão e Eva foram o primeiro homem e mulher criados por Deus. Não se sabe, no entanto, é se o primeiro casal de humanos nunca se modificou moralmente, permanecendo íntegro em seus impulsos sexuais no dia-a-dia de convivência; se não (ele ou ela) olhou para outra ou para outro, com segundas intenções, mexendo com a sua libido, praticando, assim, o tão condenável adultério. Dizem as leis religiosas que basta olhar, e isso já significa pecado (Mateus: 5:28). Se eles (Adão e Eva) foram, na realidade, um exemplo de união para outros casais que lhes sucederam, paira no ar alguma dúvida, a meu ver, porque a imperfeição humana nasceu no erro cometido pelos primeiros viventes da terra, naquele momento da sua expulsão do Paraíso. O instinto sexual aguçou-se (por determinação de Deus, deve ter sido... E não de Satanás), principalmente no homem, naquele momento, tornando-o de natureza ativa em suas atitudes pecaminosas, persistentes na conquista e na posse da fêmea, que, se não correspondido pela sua legítima parceira, dá motivo suficiente para o macho extravasar o seu apetite sexual, imbuindo-se na prevaricação, o que, até hoje, não foi entendido pelas mulheres, de uma maneira geral. Todos os homens são iguais; não valem nada! Não tem um que preste! São uns cretinos... e tantos e tantos impropérios (merecidos? Ou não?) vomitam as mulheres sobre os homens, sem se aperceberem, no entanto, que contribuem, geralmente, para esse estado de aborrecimentos, que redundam, além de desacatos, em separações muitas vezes, sem se conscientizarem que elas, na grande totalidade, são as incentivadoras desses "erros" ou, quem sabe, "acertos" dos homens, deixando-os, na intimidade dos seus relacionamentos, a ver navios, com a velha e tão já batida história da já famosa dor-de-cabeça, ou do indigesto refrão hoje estou morta de cansada, os conhecidos e batidos pretextos para evitar o contato físico do companheiro, na cama. Se sexo é pecado, que culpa tem o homem se essa necessidade fisiológica, se essa função prazerosa foi arquitetada por Deus para unir, fisicamente, homem e mulher para a perpetuação da espécie humana? Ademais, trata-se - o sexo - de uma exigência orgânica, repito, como outras inerentes aos seres vivos (racionais e irracionais). E assim, o homem, por sua vez, bem como a mulher, ambos, pois, têm que proporcionar - um ao outro - momentos mágicos, tirando daquele instante em que se tocam intimamente a prova insofismável do amor que os fez marido e mulher. Deve haver, nesses minutos de colóquio amoroso, a entrega total e irrestrita de ambos. A vergonha, o escrúpulo, a timidez, tudo isso deve ficar do lado de fora do aposento do casal. Lá dentro tudo é sagrado. Ali é o santuário do amor que os uniu, onde tudo que se pratique, mesmo temperado de erotismo, fetiches, seja lá o que valha, não representa nada de pecaminoso, porque a sexualidade não foi uma invenção do homem, mas imposta pelas leis sagradas a todos os seres vivos da terra, e principalmente ao homem, porque esse pensa, raciocina, sabe o que é que está praticando, sabe o que deve fazer para alcançar o clímax daquele momento, que um bem enorme faz para a estabilidade matrimonial, para o bem-estar do casal, enfim. Não obstante, a mulher, na sua maioria, mesmo neste estágio da vida, já em pleno decorrer do século XXI, em que as evoluções sociais já lhe permitem agir com liberdade em todos os sentidos, o que não era possível há algumas décadas atrás, ainda não entendeu que o homem é ativo sexualmente por natureza. Ela, a mulher, lamentavelmente, ainda não se deu conta que as desavenças entre os casais se baseiam nela mesma, porque não procura compreender as diferenças femininas das masculinas. Não avalia o sexo com seu marido como uma questão primordial para o cumprimento das promessas emitidas, quando do dia tão esperado, quando se uniu, pelo matrimônio, àquele em quem confiaria até que a morte os separasse; não raciocina que o sexo é um jogo, cujas cartas embaralhadas, de início, não vão ensejar a derrota de um dos parceiros, mas, sim, vitória, para sempre, para ambas as partes. Essa "competição" deve ser divertida, deixando a imaginação solta, com maneiras de toques excitantes; e sempre mudando, seria recomendável, a rotina, fazendo do sexo uma deliciosa manifestação de amor, um instante sublime, evitando - com sabedoria (se houvesse) - que o homem buscasse os prazeres da carne em aventuras (ou desventuras) extraconjugais. Sem a Internet, tempos atrás, muitos homens, a não ser aqueles, que são poucos, aprisionados pelos dogmas das religiões, contidos em seus anseios sexuais por aquelas que as leis civis proclamaram e os uniram como marido e mulher, arriscavam dar vazão aos anseios da carne na vileza dos prostíbulos, ou com as damas-da-noite, essas vendedoras de sexo das esquinas sombrias das noites das cidades. E, com o advento, nesses poucos tempos, da Internet, em 1995 dava os primeiros passos no Brasil, o computador tornou-se um aliado fiel do homem, principalmente. A mulher, casada, (talvez diferente da solteira, ou das solteiras) em pequeno número, não se utiliza desse recurso para aliviar as suas carências amorosas porque se considera dona, proprietária já do "objeto" marido, de quem pode dispor quando lhe der na veneta, quando bem lhe prover, se para o sexo estiver disposta. É aí, então, que o amigo computador vem em socorro do esposo necessitado; é o salvador-da-pátria nessa guerra em que o primeiro tiro sempre foi disparado pela mulher. E o homem, que não quer briga, quer amor, se protege na trincheira da infidelidade, buscando a paz, que não achou em casa, nos meandros da Internet, que oferece um campo atraente e vasto para as aventuras fora do casamento, tornando-se - esse magnífico meio de comunicação - o desprezível vilão, afirmam as mulheres, dos desenlaces matrimoniais por aí afora, mas sem levarem em consideração a sua indiferença na intimidade de quatro paredes. 80% das mulheres ainda não raciocinaram que o sexo é o elo inquebrantável entre o homem e a mulher. Não foi inventado à toa pela Natureza, ou por Deus, se é dito nas Escrituras que Ele criou o primeiro ser vivente na terra. As delícias sexuais teriam que prevalecer, pois, do contrário, não haveria qualquer interesse do macho em se unir fisicamente à fêmea para que, daí, viesse a procriação, o recomendado "crescei e multiplicai". A mulher não deveria ser uma máquina, um robô, em que ali se despejasse a "semente da vida", e pronto. Não. Não foi assim que desejou Deus. É incontestável que teria que haver - na união dos corpos - algo sublime, esplendoroso que levasse o casal ao clímax daquele instante, ao gozo, enfim, ao orgasmo. E o amor, nessas circunstâncias, sem as preliminares do ato sexual, vai-se esvaziando pouco a pouco, como água límpida, cristalina, que, se pudesse botar num vaso lindo, talhado no mais puro cristal, mas que o tempo fez-lhe minúsculas, quase invisíveis fendas, por onde esse líquido do amor, que nutre os anos de vida a dois, vai escapando imperceptivelmente, deixando o resíduo, as impurezas do adultério, da infidelidade, principalmente do homem, do macho, que não encontrou na sua mulher, na sua parceira, na sua amante, na sua fêmea, a compreensão que o sexo é a base, o esteio de sustentação que faz do homem e da mulher aquilo que ficou determinado por Deus: Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão os dois uma só carne". (Gênesis 2:24).

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Esta Noite

ESTA NOITE

O CÉU ESTÁ QUIETO
E AS ESTRELAS DORMEM
AO ACALANTO DAS HORAS.
NÃO VÊS?
CHEGA-TE MAIS PERTO
PORQUE O MOMENTO É NOSSO
PARA QUE OS NOSSOS CORPOS
SE INCENDEIEM,
FAZENDO-ME ESQUECER
O OUTONO FRIO DA TUA AUSÊNCIA.
CHEGA-TE MAIS PERTO.
PRENDE-ME EM TEUS BRAÇOS
E GUARDA-ME DO MEDO
DESESPERADO DE TE PERDER!

terça-feira, 27 de março de 2012

A VELHICE

A VELHICE

Eu olho-me no espelho e vejo quanto
O rosto que aparece em minha frente
Está tão acabado e diferente,
Que me causa tristeza e desencanto.

E eu noto em mim o tempo impaciente,
Voraz, me destruindo tanto, tanto,
Que vejo em minha face (feita em pranto),
A desilusão, que me faz descrente.

Creio somente que não sou, agora,
Aquele mesmo que vivia, outrora,
Feliz da vida, como alguém me disse.

E, assim, tão diferente como eu sou
Do homem que ontem fui, só me restou,
Senão as marcas tristes da velhice!...

TUA CAMINHADA - Charles Chaplin

nTUA CAMINHADA

Tua caminhada ainda não terminou....
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio.
Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.
É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.
Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afeto.
Não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.
Charles Chaplin