quarta-feira, 27 de junho de 2012




ESSE TEU CORPO

Sei que não te satisfiz em teus anseios,
pois o teu corpo ainda pulsa de desejos.
Sinto-o vibrar em minhas mãos nervosas.
Eu te dei o possível, bem sabes, mas me rendi
aos teus suspiros, aos teus delírios incompletos.
Sim. Eu sei. Mas deixa relaxado assim... teu corpo nu
Sobre os lençóis que nos envolveram há pouco.
Sei que não estás exausta. Eu sei.
E eu, mesmo esgotado, não quero me cansar
De admirá-lo. Aquieta-te um pouco
Enquanto me refaço e me estimulo
Mirando-te desse jeito..., para entregar-me
Inteiro, outra vez, entre os teus braços,
Unindo as nossas carnes febris
Nessa loucura, quantas vezes mais
Queiras praticar...

terça-feira, 26 de junho de 2012




SÉCULO XXI

O novo séc´lo já nos bate à porta.
Que ele nos traga um mundo diferente,
Sem esse desamor de tanta gente,
Que, nem sequer, co´a nossa dor se importa.

Não seria impossível, humanamente,
Extirpar o egoísmo que se exorta,
Arrancando-o à força, sendo morta
A estupidez humana inconseqüente.

No limiar do século que vem vindo,
Que o amor das criaturas seja infindo.
Que não seja esse amor tão passageiro!

Já é tempo bastante, em dois mil ano,
Que o homem esqueça os ideais profanos
E se dedique a Deus mais por inteiro!

(Composto no final de 1999)

segunda-feira, 25 de junho de 2012




ZUMBI DOS PALMARES

 
No alto da montanha um novo dia
Surgiu. E um sol nasceu resplandecente,
Brilhando alvissareiro àquela gente
Que já não era escrava e, então, sorria.

Mas, logo o sol se pôs em triste poente.
Quis o destino atroz, por ironia,
Tudo acabar em dor, em agonia,
Impondo-se voraz inutilmente.

Faz tempo e ainda ecoa pelos ares
Uma voz que surgiu, lá nos Palmares,
Clamando para o negro a igualdade,

Por que Zumbi, lutando bravamente,
Morreu. Porém deixando p´ra sua gente
Seu ideal de amor à liberdade!







domingo, 24 de junho de 2012


CANTO DE MINH´ALMA

(Aos poetas)

ENTRE ACORDES DIVINOS DE UMA LIRA,
COMO SE DEUS ME ENCHESSE DE ALEGRIA,
EU VEJO EM TUDO AMOR E POESIA
NO CANTO DE MINH´ALMA QUE ME INSPIRA

A VER A VIDA (AH... COMO EU QUERIA!)
SEM ÓDIO, SEM RANCOR, SEM TANTA IRA,
SEM TANTA FALSIDADE, SEM MENTIRA.
E O AMANHÃ, ENTÃO, FOSSE OUTRO DIA...

OUÇO UM CANTO DOS CÉUS QUE ME ACALMA,
ENCHENDO DE PRAZER TODA MINH´ALMA,
QUE NÃO SEI DESCREVER TANTA BELEZA

DESSE CANTO, MEU DEUS, FEITO DE LUZ,
QUE ME ALEGRA E, POR CERTO, ME CONDUZ
A REVERENCIAR TUA GRANDEZA!

quinta-feira, 21 de junho de 2012



ENTARDECER NA PAJUÇARA

O entardecer na Pajuçara é lindo!
Quando o sol, com saudade, vai embora,
Deixando a praia que o astro-rei adora,
Cumprindo a missão que Deus lhe deu.
A missão de dourar, todas as tardes,
O mais maravilhoso sol-poente,
Que a nossa muito amiga e boa gente
Nunca se cansa de admirá-lo!

O por-do-sol dali no Alagoinha,
Onde viveu o “gogó-da-ema”,
Que pros poetas já serviu de tema
Para lembrá-lo em canções ou versos,
Faz no horizonte um cenário belo,
Que se reveste de um vermelho-ouro,
Que infelizmente não é duradouro
Porque a noite - invejosa - se aproxima.

E lá se vai o sol se despedindo,
Morrendo lá pras bandas do Oriente.
Mas parecendo prometer à gente
Que – amanhã - ele estará de volta,
Noutra tarde de luzes inda mais vivas,
Mesclando de vermelho o horizonte,
Do mar da Pajuçara, eterna fonte
De Inspiração, assim, para os poetas!




quarta-feira, 20 de junho de 2012


O PRIMIRO BEIJO

O beijo que eu te dei naquele dia
Que nós nos vimos pela vez primeira,
Sei que notaste que era verdadeira
A paixão que por ti eu já sentia.

E ainda hoje, nem de brincadeira,
Tu deves duvidar desta alegria
Que me invade todinho de euforia,
Quando te beijo toda, por inteira!

Nosso beijo primeiro foi divino,
Pois me inspirou para compor um hino
De notas musicais com muito ardor,

Que te dedico para toda a vida,
Acredite, por Deus, minha querida,
Nestes versos do meu mais puro amor!





segunda-feira, 18 de junho de 2012



NÃO PARTAS

Não! Não partas agora!
Deixa que a noite nos envolva,
Que caia sobre nós!
Não vês a brisa que sopra?
Ela vem de algum lugar distante
Para acariciar
o teu corpo que as minhas mãos
Querem afagar.
Não vês que as aves retornam aos seus ninhos
E se acasalam cheias de amor?
Espera um pouco, por favor!
Não partas assim tão indiferente!
Eu sinto as tuas mãos tão frias...
Por que perdeste a fé, se o amor é indestrutível,
É luz que não se apaga,
É estrela de intenso brilho?
Não quero esse teu sorriso de despedida.
Deixa que esta noite nos envolva
E que o amanhecer seja outro dia.
Não! Não partas!
Fica, então, só por este momento!...